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    29.10.10
    ROTEIRO E AVALIAÇÃO DO PROJETO/RESIDÊNCIA EM CORDES/FRANÇA


    O DIÁLOGO ENTRE DUAS CULTURAS

    Um breve relato sobre o projeto FORROCCITANIA, residência e criação, realizado na cidade de Cordes Sur Ciel, sul da França, região Occitan, entre Silvério Pessoa e o grupo La Talvera.

    Foto:Show/Projeto Forrocitania - Silvério pessoa et La Talvera - Maison de La Music(Marc Regnier)

    Desde o ano de 2003 que venho acompanhando uma movimentação no sul e sudoeste da França a partir da cultura Occitan. São grupos musicais que me fizeram adentrar nesse universo abrangente e ainda pouco conhecido no Brasil, no qual pude refletir sobre as semelhanças entre o Nordeste do Brasil e a cultura Occitan.

    São pontos em comum tais como: valores, hábitos, dança e música, instrumentos musicais, culinária, religiosidade e crenças e história de resistência. Foi na cidade de Cordes Sur Ciel que eu tive mais acesso ao histórico dessa cultura. Encontrei uma cidade medieval feita de pedras e atualmente constantemente visitada por pessoas que podem ver de perto através de sua arquitetura e exuberância um pouco da idade media. Nessa cidade habita Daniel Loddo e Celine Ricard, ambos do grupo La Talvera, um grupo que recupera e desenvolve um trabalho a partir da música e das danças Occitans. São coordenadores também da Associação Cordae La Talvera, que pesquisa, registra, edita e produz CDs, livros e concertos tendo a cultura oral como matriz. A oralidade é forte presença no mundo Occitan, troubadors, poetas, cantores e cantoras interpretam seu cotidiano e passam adiante essa experiência através de canções, textos e poesias.

    Foto: Associação Cordae La Talvera / na cidade de Cordes sur ciel. (Silvério pessoa)

    A associação La Talvera possui um catálogo imenso desses registros, sejam em livros, documentos ou CDs. Daniel Loddo tem formação em direito rural, etnologia e etnomusicologia. Com diversos CDs e livros lançados, ele é um incansável trabalhador da cultura Occitan. Toca acordeom diatônico, de 8 baixos, também canta, escreve e toca diversos tipos de flautas e em especial uma gaita Occitan feita de pele de cabra, com um som particular e mágico. Encontrei-me com Daniel Loddo através de várias Tour que venho realizando pela Europa, em especial na França, onde desenvolvo uma parceria com o label Outro Brasil, que tem Marc Regnier como titular e Fabrice Gervais como parceiro de trabalhos. Eles me apresentaram o Daniel em um festival que participei chamado NUITS ATIPIQUES, em Langon, cidade próxima à Albi e Cordes Sur Ciel. Naquela noite histórica cantamos juntos o clássico do Rei Luiz Gonzaga, Asa Branca, iniciando ali uma grande amizade até hoje fortalecida. Passei alguns dias na casa do Daniel e Celine, voltando sempre, quando estava pela região. Nos encontramos novamente no palco em um trabalho especialmente organizado pelo Festival de Nègrepelisse, “Samba al País”, em 2006. Dessa vez viajei para Cordes e montamos um momento no palco dividido entre eu e o grupo La Talvera, além de realizarmos uma conferência conjunta com o Daniel um dia depois de realizar uma palestra com outro grande pensador Occitan, Claude Sicre, líder do grupo Fabulous Troubadors.

    Após essa viagem me aproximei mais do La Talvera, de Daniel, Celine e da história da cultura Occitan. Ano passado o grupo veio ao Brasil para uma tour. Ficamos juntos, participei de atividades culturais promovidas pela banda, e em dois palcos dividimos bons momentos; o show do La Talvera no pátio de São Pedro e na Torre Malakoff. Esse ano de 2010 conseguimos realizar um sonho de ambos, uma residência em Cordes Sur Ciel para montagem de um show conjunto envolvendo as duas bandas. Foi uma das maiores experiências que realizei como artista, músico, pedagogo e pesquisador. Do dia 1 de outubro ao dia 22 de outubro nos envolvemos coletivamente e diáriamente com atividades de criação, arranjos e interpretação de canções vivenciadas por ambos os grupos, seja de minha autoria, seja do La Talvera, ou de clássicos revisitados de Luiz Gonzaga, tais como: Mazurka, Asa Branca e De Juazeiro a Crato. A rotina de trabalho intensiva e produtiva, juntava em um belo e equipado espaço de ensaios localizado em Cap, Decouvert, na Maison de La music, 9 músicos que criavam de forma intensiva, exercitando a prática do diálogo entre culturas diferentes e ao mesmo tempo com vários pontos em comum.

    Foto: Cidade de Cordes sur ceil - Região Occitan-Dep.du Tarn (Silvério Pessoa)

    De minha parte convidei André Julião, acordeonista e integrante de minha banda há 7 anos, Ricardo Fraga, aluno de licenciatura em música da UFPE e baterista de minha banda, além de músico da banda da cidade do Recife, e Breno Lira, professor dos conservatórios de música de Olinda e do Estado de Pernambuco. Para esse projeto procurei unir a atividade musical com a atividade pedagógica. Entre outros motivos, a atividade de investigação e curiosidade sobre a história da cultura Occitan, me fez convidar os músicos que viajaram comigo.


    Foto: Silvério Pessoa,Ricardo Fraga, André Julião e Breno Lira-Aeroporto de Toulouse (Marc Regnier)

    Das 8:00h as 17:30h, de segunda à sexta, com intervalo de 1 hora para refeição e descanso, criávamos compulsivamente um repertório no qual deixássemos claro a cultura de cada grupo, porém com pontos de interseção buscando um resultado através da música, do hibridismo ou dos diálogos. Em algumas canções o tema inicial era do La Talvera e tocávamos e cantávamos esse tema, buscando aprender, conhecer e vivenciar espiritualmente o que esse tema representava. Daí trabalhávamos uma passagem, uma ponte, uma conexão para o tema seguinte na mesma canção, um tema meu ou do cancioneiro da cultura do Nordeste, e em especial, a cultura Pernambucana. O resultado era hipnotizante. Havia momentos que Celine cantava em Occitan, eu cantava em Brasileiro, cantávamos juntos um na língua do outro e em breves momentos, significativos, cada qual cantava em sua língua em uma perfeita harmonia fonética, melódica e rítmica. Foi surpreendente. Ritmos se cruzavam, compassos compostos cediam espaço para quaternários e ternários, um terceiro elemento era criado quando as músicas se encontravam e se fundiam.

    Foto: Petit Sale de espetacle/Maison de La Music-Local de criação/ensaios (Silvério Pessoa)

    Estávamos ali vivenciando um diálogo cultural, intercultural, ao mesmo tempo afirmando nossa história, fortalecendo nosso mundo e respeitando, aprendendo, conhecendo e dialogando com cultura do outro. Em vários momentos de avaliação, entrevistas, conversas com Daniel Loddo, eu vivenciava o conceito de hibridismo de Néstor Garcia Canclini, no qual uma cultura se vê diante de outra e inicia um processo de troca, diálogos e conexões, mantendo suas matrizes e ao mesmo tempo criando algo em comum ou diferente. Tal processo pode-se encontrar em artes plásticas, culinária, cinema, literatura e no nosso caso vivenciado nesse projeto de residência, a música.

    Foto: Vinho produzido por Estéla Loddo, região de Toulouse.(André Julião)

    Constatamos uma simbologia que esse trabalho oferece, pode ser um modelo possível de ser seguido, inclusive em outros espaços que une culturas, como a literatura, o cinema, a culinária e sobretudo as religiões. Na verdade esse conceito de hibridismo vem sendo refletido nas academias através da obra de Néstor Garcia Canclini, e vários trabalhos foram realizados unindo linguagens diferentes. Eu acredito que é uma tendência do mundo.

    Voltando à residência, esses resultados da criação dos dois grupos, formou um repertório de 21 músicas apresentadas em dois momentos em grandes palcos. O primeiro na cidade de Fonsorbes, no Festival Occitan, uma noite na qual eu com a formação “quarteto”, fizemos 40 minutos de show, o La Talvera fez 40 minutos e no final mostramos a primeira semana do projeto com 11 canções. No segundo momento, um palco maravilhoso na Maison de La Music, em Cap. Decouvert, onde fizemos o concerto planejado com as duas bandas no palco desde o início. Ainda nos reunimos para uma apresentação de 3 canções para a gravação de um programa de TV que deve ser proposto às televisões, gravado ao vivo com auditório e público, cenário, e que também teve participações de outros grupos Occitans, como o grupo polifônico de Marseille , Ló Cor de la Plana. Essa gravação também foi realizada na Maison de La Music. Gravamos dois programas de TVs e três programas de rádio que foram ao ar durante o período de trabalho que mantínhamos em Cordes Sur Ciel. Ao final todos do grupo estavam felizes com os resultados. Os músicos impressionados com as relações entre os dois mundos com suas histórias e música e eu e Daniel muitas vezes nos encontramos em Cordes para avaliar o que foi esse encontro.

    Foto: Cartão postal da cidade de Cordes Sur Ciel, onde foi realizada a residência/projeto

    Vários pontos em comum podemos deixar claro em nossas conversas. Primeiro, a constatação que realmente existe uma semelhança entre o Nordeste do Brasil e a cultura Occitan. Pode-se encontrar na música com os ritmos como o scotisch, a polca, a farandola, a boreia, e a utilização em comum do acordeom nas duas maneiras de criar e harmonizar. Incluo aqui também as danças como a quadrilha junina, o xote, a mazurka. Como isso chegou ao Nordeste são várias as hipóteses; o acordeom pelos imigrantes italianos através da fábrica Paolo Sopranni, pensa-se também através do Rio Grande do Sul. Possivelmente foi o que originou o que chamamos hoje de Forró, tendo Luiz Gonzaga como o grande menestrel do gênero que chegou ao mundo todo e continua sendo descoberto. Segundo ponto em comum, são os valores cultivados pelas duas culturas, resultado de uma vida agrária vinculada ao campo. Família, filhos, encontros para comemorar, comer e beber, tocar e dançar, são comuns no cotidiano Occitan. Lealdade, cordialidade, amizade, generosidade e um forte sentimento de valorização desses hábitos, também são pontos semelhantes. Terceiro ponto, encontramos também como resultado de uma vida na lavoura, no cultivo da terra, dos animais. A culinária. A fabricação caseira do queijo, do doce, dos patês, do vinho, da lingüiça, das sopas e dos pratos carregados de histórias, são fortes presenças na cultura Occitan e Nordestina. Outro ponto é a resistência cultural vinculada à consciência política desses povos. Ambas as regiões sofreram violentamente com a industrialização e a modernidade.

    Foto: Ensaio geral na grande sala de espetáculo na Maison de La Music/Cap.Decouvert(Marc Regnier)

    A língua Occitan foi proibida pela monarquia Francesa como acontece historicamente nos movimentos de colonização, invasão, guerras e conquistas. Atualmente existem escolas bilíngües, mas nada fácil diante do padrão sugerido pela televisão, rádio e novos meios tecnológicos de comunicação. A globalização pesou bastante para os desafios da continuidade espontânea da cultura Occitan. Nada diferente do que vem passando durante décadas o Nordeste, sua cultura, sua economia e seus valores. É uma questão de identidade, de padrão cultural, de respeito à história de cada povo. Nesse contexto os occitanistas são ferrenhamente opositores ao governo Francês e buscam se fortalecer através dos festivais de música, cinema, culinária, associações, literatura, colóquios, e o mais importante, continuam a falar Occitan, mesmo tendo o Francês como língua oficial e o Inglês, Alemão e Espanhol, oferecidos como segundas línguas nos currículos escolares. Lembrando que conheci José Bové através de Daniel Loddo no Festival de Langon. Essas semelhanças são básicas para se procurar refletir sobre essas relações e no meu caso, em particular, procurar entender e buscar o DNA da música nordestina.

    Foto: Brasão Occitan. Fotografado em uma casa de relíquias em Cordes sur ciel (Silvério Pessoa)

    Paralelo ao trabalho de intercâmbio, criação e montagem do show, participamos de atividades pedagógicas planejadas pelo professor Jean-Christophe GAUTHIER, diretor do Conservatório de Musica e de Dança do Tarn, e do professor Jerome Cabot (Mestre de conferências em Literatura Francesa da Université Jean-Françoise Champollion) de Albi. Fizemos eu, Daniel, Celine, com a participação de Marc Regnier, traduzindo minha fala, e do acordeonista André Julião, um ciclo de debates na cidade de Rodez e Albi. O tema foi a cultura popular e as relações entre a cultura Occitan e o Nordeste do Brasil. Nesse debate eu apresentei o tema de minha monografia para a pós-graduação em Psicopedagogia na Fafire. Enfoquei temas sobre a Identidade, a subjetividade, o Forró como cultura popular, a globalização, e alguns aspectos sobre o conceito de hibridismo. Daniel falou sobre suas pesquisas no Brasil e em especial sobre o trabalho de residência/criação entre nós. Almoçamos no restaurante estudantil e na abertura das aulas da tarde apresentamos algumas canções aos estudantes.

    O outro compromisso foi no Conservatório da Cidade de Albi. Nesse encontro os alunos receberam antecipadamente algumas das canções trabalhadas do projeto e interagiram conosco. Foi emocionante ver clássicos como “Chora bananeira” e “Asa Branca” interpretados por alunos de acordeom diatônico, violinos, flautas, vielle e clarinete. Conversamos também sobre alguns aspectos da música do Nordeste e as relações com a música Occitan. Mais uma vez voltamos à Cap.Decouvert, na Maison de la Music, dessa vez para um trabalho com professores do Conservatório de música de Albi. O tema foi a Oralidade e a cultura popular. Eu apresentei um histórico do que é a formação do povo do Nordeste com ênfase no processo de colonização, resistência cultural, formação mestiça de nossa cultura e também apresentei um pequeno vídeo sobre a missa do vaqueiro na qual eu participei nesse ano da 40a edição, em Serrita, Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. Culminou o encontro com canções sendo executadas pelos professores após uma apresentação de Daniel e Celine.

    Foto: Silvério Pessoa e Celine Ricard em palco para gravação de programa de TV. (Marc Regnier)

    Os dois últimos compromissos foram realizados para crianças e adolescentes no Conservatório de Música de Albi, duas turmas de iniciação musical tiveram experiência prática com nossos ritmos (ciranda, coco, baião, forró) e com os ritmos Occitans (Farandola, Boreia, Mazurka). Mostramos e conversamos sobre instrumentos musicais de cada região e culminou com todos cantando “Chora Bananeira” e um coco improvisado. Perfeito momento. Encerrando esse ciclo de conferências e encontros, fizemos um show case na Universidade de Albi para estudantes. Eu cantei e toquei percussão e violão, Fabrice do La Talvera tocou sax e flautas, André Julião no acordeom e Celine e Daniel cantaram e tocaram.

    Foto: Encontro com professores de música do Conservatório de música e dança de Albi. (Marc Regnier)

    Outro resultado prático de toda essa relação com a cultura Occitan, vai ser ouvido no meu novo CD COLLECTIU, coletivo em Occitan, com 12 faixas nas quais eu convido uma banda do mundo Occitan. Eis aqui o repertório do CD com lançamento no Brasil e em 2011 na França:

    1- Maratge – Moussu T et Lei Jovens

    2- Na Boleia da Toyota – La Talvera

    3- Tropical OC – Lou Seriol

    4- Coco sambado – Fabulous Troubadors

    5- Poesia Urbana – La Mal Coiffé

    6- La Chute – San Karpenia

    7- Lo Viatjaire – Louis Pastorelli

    8- Faut de Tout – Flore Sicre, Geraldine Lopez

    9- La cançon de Marcabrun – Ange.B, Rita Macedo

    10- J’ai vu L’albatroz dancer – Bombes Du Bal

    11-Mix Raça – Silvério Pessoa

    12-(vinheta Jordi) Diga Janeta – Original Occitana

    Foto: Silvério Pessoa entrevista Daniel Loddo. (André Julião)

    Nos últimos dias em Cordes Sur Ciel, consegui um tempo para gravar uma entrevista com Daniel Loddo sobre a Cultura Occitan, onde os tópicos foram: A Associação Cordae La Talvera, A Cidade de Cordes Sur Ciel, A Cultura Occitan (Origem, língua Occitan, Dialetos, Costumes e diferenças com o Norte da França, a proibição da língua Occitan e sua continuidade), e as crenças populares e a religião oficial na cultura Occitan. Dessa entrevista, eu organizei uma apresentação para o mestrado de Ciências da religião da Universidade Católica de Pernambuco, para os alunos da disciplina “Das interpretações da religião na modernidade” do Prof. Drance Elias. No final da exposição, recebi uma sugestão do professor Drance, para utilizar esse material, mais propriamente o tema sobre o sagrado, a religiosidade, as crenças na civilização Occitan e as relações e comparações com as crenças populares, a religião popular do Nordeste do Brasil, situando Pernambuco como ambiente de observação, para meu projeto de investigação no mestrado de Ciências da Religião da UNICAP. Me sinto bem com essa possibilidade e tenho o Daniel Loddo e Celine como possíveis interlocutores da temática Occitan e o professor Drance como provável orientador.

    Os resultados dessa viagem foram positivos em todos os aspectos. Musicais, culturais, acadêmicos e como conclusão, posso assegurar, que para que todo esse trabalho tenha sido bem efetivado, uma grande e perene amizade está estabelecida entre todos os envolvidos nesse momento histórico que todos participaram e continuam a participar. Muita coisa entre a cultura Occitan e a cultura do nosso povo podem revelar nossos elos, nossas semelhanças, nossas matrizes. É o dialogo unindo e ressignificando as histórias.

    REPERTÓRIO DO SHOW/PROJETO - SILVÉRIO PESSOA ET LA TALVERA

    1- ABERTURA

    2- BAL DE LA TALVERA

    3- PAPAGAIO/SAMBADA E MASSAPÊ

    4- CANTA CANTI CANTEM

    5- LO MEU PAIS

    6- CHORA BANANEIRA

    7- NAS TERRAS DA GENTE / LAS LINHAS DE TAS MANS

    8- MAZURKA

    9- PATA DE POLA / BOI DE PRATA

    10- ASA BRANCA

    11- POESIA URBANA

    12- MONTPELIÉRA / VOVÓ ALAÍDE

    13- JORDI AMADO

    14- CASA DE ARANHA

    15- LANDOU / LAMPIÃO

    16- NA BASE DA CHINELA

    17- ENOCCITANIA

    18- NA BOLEIA DA TOYOTA

    19- FARANDOLE

    20- COCO / CIRANDA

    21- DE JUAZEIRO A CRATO

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