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    22.5.09
    SHOW PORTÁTIL EM NATAL (RN) - MPBECO - NO CLIMA DAS BALADAS FOLK

    Estive mais uma vez em Natal(RN). Digo mais uma vez pois a cidade me acolhe bacana e foi lá que lançei em um Festival de Literatura meu livro 'NÔMADE" em uma noite juntamente com outros autores inclusive Arnaldo Antunes. Dessa vez foi na abertura do MPBECO, um festival que revela novos nomes da música em Natal. Fomos convidados, topamos e levamos o formato "acústico", que eu acho melhor chamar de Portátil. Acima o panorama do público.
    Entre chegada, passagem de som, almoço, e um descanso, tive tempo de encontrar Elisa, uma garota que faz um trabalho de pesquisa sobre a cultura Occitan. Encontrei os amigos Jomard, Castelo e minha doce Cida Campelo.Tivemos alguns problemas com o som de palco que era diretamente em nossos ouvidos, pois usamos monitores in-ear, mas encaramos a noite com bastante vontade e o show teve início com o público pedindo pra começar em clima bacana pro nosso trabalho.
    Esse formato é muito prazeroso de fazer. Acima (foto) Ricardinho monta uma batera especial atrelada a um Zabumba, o que deixa as bases com suingue e levadas bem próximas a um beat Pop Regional. Além de Ricardo, Breno Lira na viola de 12, André Julião no Acordeon e pedais e eu na Viola de 12 e violão folk. Uso também efeitos de deleys e sints. A produção foi de Alexandre Neiva e a Coodenação de Karina Hoover. Marcelo roadie, no palco.


    Cipó de Goiabeira, Nas terras da gente, Sambada e Massapê, Poesia Urbana, Disposto a tudo, Na Boleia da Toyota, Micróbio do Frevo em ritmo de toada, Coco do M com bases eletrônicas, uma canção inédita chamada Baião Rasteiro, Seu Antonio, Carreiro Novo. Repertório mesclado do ultimo CD/DVD. É o Coração Acústico.

    Iluminação de Leo ou Roberto Riegert e projeção de ambos. O projeto de Projeções é de Riegert, e na Equipe de som, Normando nos monitores e Titio no PA. O som parece leve, vendo assim a formação, mas depois que foi gravado ao vivo em um show que fizemos em Caruarú eu levei um tapa. É forte, cheio e malicioso. O som das cordas aparece e Breno dialoga em vários momentos improvisados com André. Acordeon e Viola de 12. Acho que o show nesse formato tem tudo para crescer mais!
    Temos o show gravado ao vivo em Caruarú. Quem se interessar pede pro nosso tecnico de som que ele posta em algum "espaço". Pega aí o email : titioaudiomidi@gmail.com

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    19.5.09
    PARTICIPAÇÃO NA GRAVAÇÃO DO DVD DO TEATRO MÁGICO- SÃO PAULO

    Gravação do DVD da Trupe do Teatro Mágico no auditório do Itaú Cultural na Av. Paulista em São Paulo. Fernando Aniteli me convidou e fomos nessa aventura que é o carisma e o maravilhoso público do Teatro Mágico.
    Cantamos ABAÇAIADOR e nos show que se seguiram durante a semana cantamos juntos O Coco do M, Nas Terras da Gente e Camarada D'Agua.
    Foram 3 seções de shows por noite durante a semana. Auditório lotado e filas para esperar a seção seguinte.


    Esse é o GOG. Rapper de Brasília-DF. Convresamos bastante, pois ficamos hospedados no mesmo hotel e ele também foi convidado do Teatro Mágico. Figura singular e amigo. Em pouco tempo trocamos idéias e percebemos muita coisa em comum na área musical e política. Grande figura o GOG. Espero revê-lo o mais breve possível.

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    11.5.09
    SÃO PAULO ENTRE A TERRA E O CÉU

    Sair de Recife, se afastar da terra pelo ar e vendo o mar, sempre soa bem em minha alma. É como uma revisão na vida em plenos 5 minutos de equilibrio. Depois passa. Fui para São Paulo participar da gravação do DVD da trupe do Teatro Mágico. Meus amigos.
    Lendo sempre a bordo, vendo a paisagem e aterrisando em clima ameno de 19 graus em solo paulista. Guarulhos e suas quadras que lembram uma placa com seus componentes eletrônicos. Essa turbina terminou sendo uma participante do meu lugar. Vendo, vendo, vendo, olhando...
    Foi um dia tão ameno e criativo. Visitamos o Museu da Língua. Um retrospecto nas origens de nossa palavra, som e vocabulário. Depois seguimos para o MASP para ver e se derreter de sabor através das fotos e telas de Vik Muniz. Um sonho e delírio. Da palavra para a imagem que só vive se for traduzida. Av. Paulista é um oceano de reta até o fim da vista.
    Tela virtual e eletrônica do Museu da Língua. Uma viagem de tecnologia que se cruzam com os registros mais antigos do início do uso da palavra.
    Até chegar a Drummond de Andrade!
    Paris? Torre Eifel? Não, não!!!!! Av. Paulista, perto do auditório do Itaú Cultural. Tanto movimento que nem dá vontade de sair da avenida. Ficar observando os mais diversos tipos de pessoas e indumentárias que compõe o jeito peculiar e heterogêneo de São Paulo. A noite estava linda e amena. Tênue linha divisória do tempo.
    Arquitetura do Mercado Municipal. Bem no centro de São Paulo. Centro de aparência mútua com o Mercado de São José. O tamanho é bem maior. Comidas, frutas, especiarias, bares e restaurantes dão o toque paulista popular ao centro de pedra.

    Saída para Recife. Um jeito diferente de chegar e voltar. Bateu aquela vontade de esticar o tempo e ficar bem mais minutos e horas na terra da garôa e de Adoniram Barbosa. Coleção carinhosa de amigos ficaram, saudades das imagens da cidade tatuou na mente que inquieta pensa e pergunta: Vou ou fico? é uma questão de tempo pro tempo.
    Recife. Terra sagrada de matrizes.
    Chegamos! e quase estamos saindo novamente!

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    3.5.09

    "O que toca na rádio é medíocre"

    Publicado no Dia 26/04/2006 -Natal(RN)
    Alex de Souza


    O músico Silvério Pessoa volta a Natal pelo Projeto Retrato Sonoro, da Fundação Capitania das Artes. O show é hoje à noite, no Teatro Sandoval Wanderley, às 19h30. Os ingressos custam R$ 1 e estudantes e idosos não pagam. Ele conversou com o CORREIO DA TARDE sobre o momento que vive na carreira, que explodiu no mercado europeu.

    Fale um pouco sobre o Cabeça Elétrica, Coração Acústico, disco que você vem lançar em Natal.

    Este é o meu terceiro disco solo, o segundo lançado na Europa. Mas, na verdade, depois da experiência no Cascabulho, a banda que eu participei nos anos 90, é o meu primeiro disco autoral. O primeiro, Bate o Mancá, foi todo em cima do trabalho que eu fiz com a música de Jacinto Silva. O Batidas Urbanas - Projeto Micróbio do Frevo foi todo calcado num resgate dos frevos gravados por Jackson do Pandeiro nas décadas de 50 e 60. Agora, com Cabeça Elétrica..., lançado pelo selo Tratore, vivo um momento feliz de minha carreira. Mesmo estando de fora dos padrões de execução do mercado, rádio e tevê, consigo manter minha carreira, trabalhando 365 dias no ano. Até porque, para os artistas que fazem parte do meu grupo, hoje em dia tocar na rádio não é bom, porque o toca na rádio é medíocre. Então, voltar a Natal é um reencontro, há sete anos que não vou à cidade. No disco, eu lanço um olhar sobre isso que se convenciona chamar de tradição, mas com um paladar moderno.

    Como foi a experiência de gravar com Elino Julião, um discípulo direto de Jackson do Pandeiro, que foi uma grande influência na sua música.

    Elino Julião faz parte de um ideário que existe na música brasileira, junto com Jacinto Silva, Jackson do Pandeiro, Gonzaga e muitos outros. Mas eu tenho uma idéia muito própria sobre referência. Eles para mim formam um amálgama, em que nada é direcionado, mas ao mesmo tempo está presente na minha música, junto com várias outras influências.

    Você tem vários projetos paralelos, como a Liga Musical Refinaria (projeto de música eletrônica)...

    Rapaz, eu tenho uma pena danada da Refinaria. Como eu ando trabalhando muito, ele está meio ensanduichado. Veja amanhã (hoje) eu vou estar em Natal, depois Maceió, Aracaju, aí vou para a Europa, na volto toco em Caruaru... E, no momento, estou também envolvido numa banda chamada Sir Rossi, que faz uma homenagem a essa figura emblemática que é o Reginaldo Rossi. Nós já tínhamos participado de um disco-tributo, Reiginaldo... Aliás, esse resgate é muito legal. Pela gravadora Alegro, saiu um tributo a Odair José, e eles estão também preparando um outro que é Eu Sou Cachorro Mesmo...

    Você faz uma música que, ao mesmo tempo em que joga um olhar sobre a tradição, também está próxima da eletrônica, do experimental. Dá para conviver sem criar um conflito?

    Olha essa é uma relação freudiana, psicanalítica, eu diria. Quando decidi me afastar da educação, pois eu era professor, e optei por ser músico, eu resolvi criar sobre o meu mundo emocional. Eu sou na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Minha mãe tocava acordeon, minha avó adorava rádio. Então eu componho sobre essa hereditariedade. Não poderia pisar sobre um chão que não fosse minha história. Ao mesmo tempo, sou um migrante, vim para Recife e aqui eu conheci uma antena, conheci a freqüência modulada, os Beatles, Bob Dylan, Jimi Hendrix... Então, quando vou para o estúdio, levo todas essa referências. Minha banda, você vai ver isso em Natal, tem um arsenal de instrumentos, minha voz nunca está 'limpa', sempre uso um filtro ou dois na voz. A convivência é a única saída para a tradição não ficar restrita ao museu, como um acessório. Sem uma atualização ela não vai sobreviver. Eu tento curtir a tradição de uma maneira que não seja saudosa. E não sei se consigo completamente, mas esse novo disco é apenas um portal para isso.

    Como é a experiência de construir uma carreira na Europa?

    Uma coisa é ir tocar na Europa e depois voltar, como aconteceu com muita gente no ano passado, que foi o Ano do Brasil na França. Outra é dar continuidade. Fazer da Europa um mercado a ser explorado. Esse ano eu vou para minha terceira turnê por lá, no ano passado cheguei até a Malásia tocando. Encaro isso como um investimento. Quando falo na Europa, falo na França, em Nice, Marselha, Toulouse, cidades que se movimentam na contracultura, e que são o Nordeste da França, como há o Nordeste brasileiro. Por que lá acontece como aqui: o que lota um teatro com duas, três mil pessoas? O que toca no Gugu, no Faustão, o que paga o jabá. São produtos que não favorecem em nada a cultura brasileira. E lá, o que não é Paris, é província. Então há uma identificação.

    Você participou do Projeto Pixinguinha ano passado e pôde tocar para platéias no Sudeste, onde seu trabalho não é conhecido como no Nordeste. Como foi conhecer esse outro Brasil?

    Veja que coisa maluca. Como você não toca na rádio, você é regional, pela classificação do mercado. Isso é a coisa mais ridícula do mundo. Isso tem me indignado, mas também me fortaleceu muito. Passamos por vários teatros em oito estados diferentes e, em todos, fomos aplaudidos de pé pelo público. Existe um Brasil que conhece, que é curioso, porque aquilo que não se vê na tevê, tem circulado na internet, e esse é um veículo pelo qual eu sou alucinado.

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