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    31.3.08

    Vou contar uma estória
    Na verdade e imaginação
    Abra bem os seus olhos
    Pra escuta com atenção
    É coisa de Deus e Diabo
    Lá nos confins do sertão
    (Glauber Rocha)

    O Sertão mítico e emblemático talvez só exista atualmente na cabeça de ancestrais e de alguns visionários. Não virou mar, mas foi inundado de antenas e estética medíocre impostas pela programação de rádios e televisão. Deus e o Diabo na terra do sol incomoda pela estética rústica e crua de suas imagens e sequências. Diálogos pesados e que retrata, reflete uma verdade daqueles confins, cafundó do judas. Câmera na mão que se movimenta paralela ao diálogo de Rosa, Manuel, Beato, Antonio das mortes e Corisco. Duas vezes vi o DVD restaurado pela Versátil vídeo, em conjunto com a Riofilme. Muito das cenas remetem ao interior de uma cultura, de uma tradição formadora e revestimenta de um povo localizado nas bandas do Sertão. Bahia ou Pernambuco, Monte Santo ou Pedra do Reino. O Sertão é um mistério sobre o qual se debruçou o cinema e a obra de Luiz Gonzaga, o Pai do forró. No filme o silêncio é condutor de um diálogo interior, corroe e sufoca. Deus e o Diabo da terra do Sol me fez escrever um rascunho de uma nova canção, contundente e poética como a vida.

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    26.3.08

    AGENDA

    26/03/08 - Palestra sobre MUSICA PERNAMBUCANA NO MUNDO - Faculdade Mauricio de Nassau - 19:00h (autógrafos em CDs e DVDs)

    02/04/08 - Show na Abertura do Congresso dos Professores de PE (SINTEPE) - 19:00h ECO RESORT - Cabo de Santo Agostinho - PE

    23/04/08 - Palestra sobre Produção Musical em Pe - Faculdade Barros Melo

    24/04/08 - Palestra sobre Produção Musical em PE - Faculdade Joaquim Nabuco 9:00h

    Show Acústico no CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE PE - (Estamos fechando data para abril)

    06/06/08 - Festival NAVEGART - Fortaleza - CE

    08/08/08 a 15/06/08 - TOUR EUROPA - ETAPA I

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    24.3.08

    Ele falava nisso todo dia. Tornar a ser criança. Correr pelos campos e canaviais com o vento soprando no rosto até cair no açudinho que ficava perto da cozinha da Avó. Cheiro de mato molhado e Jaca caída no chão de palha. Fumaça de fogão de lenha e passarinho cortando os ares. Ele falava nisso todo dia. Voltar o tempo, máquina do tempo, Lei de gravitação, mergulho na nave do tempo. Voltar a ser criança com a alma adulta de agora. Que experiência!
    Eu sempre o via passeando pela praça, olhando as vitrines de cursos diversos de Inglês e suspirando. Bicicleta passando e a criança dentro dele. Poeta dos consagrados ele pensava; eu escrevo o que vivi no interior, na zona da mata. E aqui a tecnologia engoliu tudo, mas, não me engole não. Ele sempre pensava mais a tardinha, quando o sol estava indo embora bem em direção ao campo.Ele falava nisso todo dia quando olhava o filho desenhando na mesa da sala.

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    19.3.08


    Midnite Vultures e Information de Beck, At Budokan de Bob Dylan, estão em cima da mesa enquanto eu digito esse post. Iluminação interior como metáfora de descobrir seu caminho em meio aos vários caminhos que o mundo te propõe. Em vez de excursão, incursão. Uma maneira simbólica de averiguar o conhece-te a ti mesmo Socrático, ou a lanterna de Diógenes procurando o conhecimento durante uma guerra Troiana. Mergulho nos recônditos do tempo para organizar a forma mais eficaz de felicidade. Procura eterna que supera os vários ciclos históricos. Felicidade. No saldo não encontramos, nem na segurança material do desenvolvimento profissional. Ela está revestida de sentimento pelo outro. Auteridade (respeito pelas diferenças do outro), sensibilidade e comportamento de amor. Ética e atitude. Fortalecer o respeito a si próprio. Busca infinita quando podemos encontrar na paisagem e nas cores dos olhos das crianças. O som. A música envolve esse dilema de ser feliz ou não de fora pra dentro. Prefirir a simplicidade que embala nossos sonhos de amor.

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    17.3.08

    Tarde esquesita depois do Nautico perder de 1x0 com um percentual de domínio de bola e presença no campo adversário de mais de 58%. Outra esquesitice foi eu aqui no escritório com um calor de mais de 30 graus , de camiseta, e meu agente conversando comigo de Paris na base de 9 graus e descendo. Ele colocou a câmera do MAC diante da janela e deu pra sentir o branco acinzentado de Paris que eu simplemente adoro de ver e sentir. Coloquei a foto pra vocês verem. O final de semana foi repleto de reflexões. Que zoada foi aquela no filme No direction Home de Martin Scorsese, no DVD 2, quando Dylan resolver pegar uma guitarra e metar Rock and folk nos ouvidos dos produtores de Festivais country? pesou na cabeça dos caras...tradição tem que ser mantida...e Dylan simplesmente foi embora pro campo de guitarra nas costas. Santa paciência! E no Tibete? a China não tem a menor moral pra continuar com esse absurdo de enclausuramento do País. Muita coisa esquesita esse final de semana. Adorei o segundo CD de M.I.A , Kala. Tô escutando mais de uma vez por dia.

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    13.3.08

    ...nas águas do mar...

    Recife, eterna peça de um tabuleiro chamado desejo. Recife circulada de Rios, pontes, prédios e favelas. Ornamentada de carinho e de céu cinza e azul. Sol brilha de manhã. E todos os sonhos viajam desde a zona da mata até chegar ao capibaribe, beberibe e oceano. Recife de encontros escondidos, de escondidos becos e ruas onde a poesia marginal se debruça e deita e rola na caneta afinada de França. Miró. Malungo. Além de João Cabral. Guararapes, Dantas Barreto, Rua nova e do sol. Tudo é Recife nas melodias históricas dos nossos sonhos e saudades. Uma serenata de 24 horas para Recife e Olinda. Um jantar na beira do cais vendo navios entrarem e sairem do porto, tendo como guia a pedra de Brenand. Amo esse Recife que me deixa vê-lo(a) todos os dias ao amanhecer em Casa Forte.

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    12.3.08


    Quando falamos sobre realidade vem de cara o que vivemos no dia a dia, os problemas, as contas pra pagar, o mundo como ele é ou está sendo. A realidade sempre é sinônimo de algo que estabiliza a situação. É minha realidade, é a sua realidade, é a realidade do dia a dia e por aí vai a corrente de lamento, sempre nesse sentido. Mas, a realidade pode ser vista por outros ângulos, menos focais e mais metafísicos, tais como o olhar da ficção científica sobre as várias realidades criadas pelos humanos através da tecnologia. Matrix. O espaço. Os mundos paralelos. A realidade é contestada e questionada a partir do momento que ela é recriada. O real é o que vemos, mas, a realidade pode ser um encontro de mundos. Vou passear na floresta...enquanto seu lobo não vem...
    De repente não somos matrizes e sim algo que se despreende do marco zero, do zero ou do primeiro sopro e que abarca tudo. Matrix e não matriz. Se olharmos dessa maneira, a própria biologia nos mostra que somos o resultado de duas realidades, o esprmatozóide e o óvulo. Gigantesca explosão dentro do ventre sagrado. Mãe. Nave e mãe.
    O RASGÃO NO REAL é um livro do poeta e amigo Braulio Tavares, que me inspirou a escrever esse momento tres compliqué. " A literatura de ficção científica não consiste simplesmente em histórias que falam sobre o futuro, mas em histórias que questionam o nosso conceito de Realidade".
    Penso em várias armadilhas que se projetam para que pensemos no Real e na Realidade como algo que se pode criar para nós e não ser resultado de nossa criação. Big Brother. Programa de auto ajuda. Câmera escondida ou Repórter por um dia. Liquidação de Shopping. Banda que lança o CD por uma gravadora. Será que tudo isso é realidade? é real? Notícia de jornal.
    Processos idiotizantes cada vez mais presentes na atual sociedade MUDERNA.

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    11.3.08

    -O nome da Rosa
    -Uma mente Brilhante (Russel Crowe)
    -O último Rei da Escócia
    -Ratattuil
    -As Horas
    -Maria Antonieta (Sophia Copolla)
    -O ilusionista
    -Lille Marlenne (Fasbinder)
    -Quando Nietzsche Chorou
    -21 gramas
    -Lola (Fasbinder)
    -Baixio das bestas (Claudio Assis)

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    Século. Data. Momento. Dia. Mudanças. Roteiro. Mágoas. Transição. Ética. Inclusive ele nem achava certo a atitude que muitos tomam de querer mudar sem se comprometer consigo. Pensa mais no que vai promover nos outros. Chance de voar.
    Maravilha é a capsula do tempo. Uma capsula que te transporta por todos os tempos da história sem necessidade de envelhecimento. Um monolito igual ao monumento de Brenand diante do Marco Zero. Você engole a capsula e os ingredientes "tarja preta" vai direto pela corrente sanguinea até a glândula pineal, local exato de reverberação. A capsula da eternidade semelhante a de Isaac Asimov. Dona Rose era essa entusiasta da liberdade, fazia questão de não ficar triste, tinha o traço sarará de Catende ou Catolé do Rocha. Andava em linha reta direto pra transversal do tempo. Foi um rasgão no Real. Literalmente.

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    9.3.08

    Eles se encontravam todos os finais de semana. Contavam histórias, riam um da cara do outro, crianças passavam por debaixo da mesa e das pernas dos adultos, e o quintal estava bem limpinho. Uma pena que derrubaram a jaqueira, ela dava uma sombra gratuita para todos e deixava o solo mais úmido. No entanto, tudo estava como era antes, com amor e fraternidade, amor muito forte entre todos. Isso é o que deixa a vida bem mais interessante, sem rastros de tristeza. Tim Maia, Roberto Carlos, Martinha, The Fevers, Trepidantes, Eduardo Araújo e Silvinha, passaram pelos ouvidos dos jovens que escutavam o som do Umoarama Tênis Clube. Que bom tudo isso...

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    O rapaz estava seguro onde estava. tinha tudo ao seu alcance. Internet deixava o mundo aos seus olhos e ouvidos, TV ludibriava seus sentidos, rádio para escutar o futebol que ficava mais interessante do que a narrativa dos locutores de TV e ainda por cima, ele tinha a geladeira aberta com porta de vidro. O que mais ele poderia querer? O rapaz estava seguro e apresentava comportamento ameno e brando. Nem sabia em que ano estava, pois seu mundo girava alí naquele apartamento de classe media em bairro nobre do Recife. Para que sairia dali? metrô? ônibus? tentativa de assaltos, invasão de terras ociosas? mercado capitalista camuflado pelas propagandas oficiais de Shopping's. Ele não queria nada daquilo. Ele desejava escrever e escever toda hora e todo dia, dividindo com o mundo seus ideais. Não era medíocre, tinha ideais. Ele parecia um alvo perfeito para o som que arquivava em seu MAC, ou ipod. Estava rolando naquele momento The God, the bad & the queen. Uma levada com bese eletrônica discreta e uma melodia e textura que mandava a mente direto pros Beatles. Efeitos de guitarras discretos, voz vaporosa e filtrada. Que bacana aquela melodia. Ele tinha tudo que queria e não precisava sais dali. A não ser para visitar a família que era o maio astral quando se reunia no terraço para lembrar antigos episódios. 31 graus em Recife. A faixa 4 tem um violão folk elegante. Domingo mesmo!

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    Vasculhando o céu em busca de luminosidade noturna eu encontrei a lua cheia. Ela estava em torno dos prédios e redimida de tanta independência do sol. Sorria e especulava em que tipo de lar e sala ela entraria. Autônoma. Eu encontrei esse quadro perfeito bem diante de minha lente.

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    7.3.08

    Ela acordou e fumou um baseado. Em jejum. A cabeça ficou uma "clara manhã de noite escura". Acordou com o som dos cachorros nas ruas e o sol brilhando através de uma persiana lascada que invadiu o quarto, ela sabia que aquele dia seria melhor que o anterior. Levantou, e começou a preparar o café, pra rebater a viagem. Água, frutas e um gatinho que vigiava seus atos, seus movimentos. Leila era tímida e a primeira de um total de 4 filhos do casal Amarante que residiam em Nazaré da mata, perto de Carpina. Zona da mata Norte de Pernambuco. Leila.
    Como o fumo era bom, veneno, ela aproveitou e começou a escrever o que veio na cabeça, registrando em uma folha de papel sobre a mesa. O café estava quente. De repente levantou e resolveu caminhar pela praça. O vento estava fresquinho e as pessoas nem ligavam para a cara de Leila, olhinhos fechados e jeito jogado. Caminhando e pensando: gostaria de hoje visitar Maria Clara, faz tempo que não a vejo.
    De volta, suada, olhar vermelho, ligou o som do computador e começou a ouvir Gorilaz. Leila foi pro banho, corpo impecável. Água fria, suor se decompondo em meio a espuma, traços e curvas que seduziriam até santos. Ofegava e pensava sempre, a cabeça dando mil voltas.
    - Se mamãe não vier aqui em casa, chamo Paulo e vamos para a cama. Quero me jogar complatamente ao desejo e prazer. Era um passo pro paraíso. A TV ligou sozinha. Estava programada pra ligar aquela hora?

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    6.3.08
    Linha do tempo

    Eu via o rapaz na bicicleta de uma altura de 13 andares. Estava de costas seguindo a rua de areia que daria na principal cruzando a estrada do encanamento. Devagar era a impressão, mas, como o tempo é diferente para quem se movimenta e para quem olha ou observa ou fica parado, ele estava em uma velocidade comportada. Seguia em linha reta. Imaginei uma linha azul, sem curvas nem acidente, e por incrível que pareça ele não saia da minha linha imaginária, seguia retinho a linha de minha imaginação. Era 6:10 da manhã. O sol estava quente e refletia as janelas das áreas de serviço dos prédios de frente. A linha do mar de Olinda estava tão brilhante que doía. Casa Forte estava começando a despertar.

    Olhei novamente o rapaz da bicicleta. Ele chegou na estrada asfaltada. Parou. Olhou pro lado e pro outro, não havia presença de veículos, apenas esperou um ônibus cruzar a rua principal e atravessou seguindo para a Harmonia. O tempo eu quase que não calculava, mas, arrisquei. 3 minutos entre minha visão, a linda imaginária e o meu olhar até ele desaparecer.

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    5.3.08
    Capricórnio

    Painho??????
    o garoto se movimentava entre a sala e o banheiro com a velocidade da luz, não através do andar.Pelos olhos. Ele exercia a velocidade da luz, rápido, mais que rápido, a formula secreta da luz em seu olhar, entre 5 segundos ele correu como Eisntein previa. O tempo não existia para aquele olhar do garoto, não via nada na frente, uma câmera que se movimentava entre as paredes do corredor até chegar na porta do banheiro e ver o Pai no banho.
    Painho? terminou?
    Na volta para sala a calma era a tônica do caminhar, quase em câmera lenta, slow.Brando o olhar. Sequer piscava e ia, ia até onde estava o controle remoto e apertar o botão on, ao lado do off. A imagem surgia.
    Dois momentos incoerentes. Contraditórios entre si. Na ida a velocidade da luz. Na volta o tempo escorregadio pela vida. A fórmula era a idade do garoto subtraída pela idade do Pai. Esse era o tempo que naquela cena estava estabelecido. A eternidade era essa subtração.

    Pedro gostava de jogos virtuais. Sandro era um navegador. O bairro era longe do mar e perto das casas de jogos eletrônicos. Calmo e brando o vento passeava pela praça e nem as pessoas que sentiam no rosto a aspiração das árvores, se davam conta de que alí os fantasmas dos casarões estavam flutuando entre eles e elas. Outra fórmula que estava sendo visualizada pela mente inquieta de Sandro enquanto ele se enxugava do banho. O tempo que estava vivendo era um rastro de desejo que os outros fizeram para chegar até a imagem que projetava na tela as cenas do documentário. Tempo é caminho, não é corte de horas.

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    Amanheceu

    Vejo pela varanda toda movimentação poética dos trabalhadores indo e vindo para o trabalho, compromissos, objetivos pra ser feliz que eu não sei quais são. Estudantes acompanhados ou não, dependendo da idade e da confiança, vão para a escola. O alvo é a formação? ônibus que vem pela estrada do encanamento e pega a direita indo para a Harmonia. Vejo a igreja da Harmonia, a rua do Colégio Apoio, onde meu filho estuda, a quadra e a área enorme e verde do Sítio da Trindade. Abro os braços e estico a coluna vendo uma horizontal parte do mar de Olinda. Casa Forte é um bairro. Bairro de pessoas que vão para a Padaria e para o mercadinho. Prédios invadiram a área, capitalismo imobiliário, sou vitima dele, mas, considero uma casa pequena onde vivo elevado com uma sensação que estou voando.

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    4.3.08
    ...tudo sendo configurado...

    Por esses dias fiquei pensando um bocado de tempo sobre livros, música e textos. Confesso que minha cabeça doeu e meus sonhos geralmente tinham como presença algo relacionado com esses assuntos, objetos, temática, sonoridades, capas e ilustrações. Nunca pensei tanto em escrever, ou melhor, como escrever. Como vou configurar um narrador? ele vai ser oculto? absoluto? li, li, li, limei muita coisa dos meus textos antigos que vão se transformar em música.
    - O Rasgão do Real (Braulio Tavares)
    - O jogo da amarelinha (Julio Cortázar)
    - O Homem Medíocre (José Ingenieros)
    - Iluminação interior (Divaldo Franco)
    - Memorial do Convento (José Saramago)

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